Neste bate-papo com o Cleber temos uma grande riqueza em experiência de dor, amor, família, música, religiosidade entre outras mais. Totalmente voltado para você Jovem, abordando temas e conflitos atuais nessas áreas confira!
• Apresentação:

Cleber Prates Braghini, paraisense de 25 anos, músico católico há 12 anos, empresário e locutor de rádio.Pecador e um homem de esperança de que um dia sermos todos um, diante do senhor. Católico Apostólico Romano e feliz por ser um escravo de Maria.
- Como está o Cleber hoje?
Hoje, eu Cleber, depois de muita caminhada ativa dentro da igreja. Passei a viver mais um momento de reestrutura pessoal, eu com Deus. Foram 12 anos de dedicação intensa a missão e a igreja. Quando eu digo intensa, é de segunda a segunda pegando meu violão e indo tocar em grupos de oração, realizando missões e grupo de jovens. Então de uns três anos pra cá, comecei a ter um período mais meu hoje estou com o trabalho mais focado.
- Futuro baseado no hoje:
Continuo com o meu trabalho em missão, pois isso é missão de cada cristão. Acredito que Deus ainda tem um algo maior pra mim, mas vejo que hoje preciso estruturar o meu “eu”. Estou muito mais focado no “eu” e “Deus” do que ao meu redor. Pode parecer estranho ou meio egoísta, mas acho que você pode ajudar muito mais as pessoas, se compreender a si mesmo primeiro.
- Programa Igreja em Ação:
Hoje temos um programa na radio Paraíso AM, transmitido todos os sábados das 15h15min às 17h00min. A gente trabalha muito forte com esse programa, é uma dedicação muito intensa, toma muito tempo, mas é uma maravilha fazê-lo.
É muito bonito porque os momentos de oração são muito intensos com uma participação muito carinhosa do público, atingindo em torno de 100 a 150 mil pessoas pela rádio. São muitas cidades e muitas pessoas que nos ouvem e devido a isso você tem um retorno carinhoso do público, o que torna bem mais expressivo trabalhar com o “IGREJA EM AÇÃO”, percebemos isso quando visitamos as casas dos nossos ouvintes. Todo mês sorteamos uma casa e vamos até ela para fazer o programa. A gente reza, conversa, conhece um pouco da história da família e isso tem aproximado ainda mais as pessoas do programa, o que é muito gratificante pra nós. Temos trabalhado muito forte eu (Cleber), Brow (Rogério) e agora também com a ajuda da Renata.
- Trabalho, missão e justiça:
Estou me preparando para uma nova jornada, uma nova caminhada e me dedico muito a minha vida profissional. Nós somos todos muito simples não nascemos em “berço de ouro”, viemos de famílias batalhadoras e precisamos mostrar isso, construir uma história, que fique marcada na sociedade de forma positiva porque Deus não é só igreja, Deus é tudo: é o social, é o nosso trabalho, nosso sustento, então precisamos fazer com que esses momentos se tornem também nossa oração e de nossa vida, a nossa missão. Procuro muito dedicar a minha vida profissional e ser justo nela porque pra Deus justiça é santidade. Então sendo justo com seu coração e com as pessoas, você está sendo santo. Se formos buscar o significado de justiça na Bíblia, vamos descobrir que é santidade, porque você não ouve a palavra santidade na bíblia e sim a palavra Justiça – “Abraão era justo” – “Moisés era justo”, a bíblia nos conta muito isso. Procuro ser mais justo com meu coração, mais justo com minha família, que precisa ser a principal fonte de justiça hoje, sem sombra de dúvida.
- Os Jovens e a família:
Se não trabalharmos hoje as famílias, no futuro não teremos jovens sãos, porque o jovem que perde a noção de família não conseguirá nunca construir uma família. A juventude está acabada porque vemos por aí uma maioria de juventude usando uma máscara de falsidade, de ilusão e de imoralidade. Somos obrigados a viver a ilusão do consumismo, do sexo, das drogas, da moda e do estátus. A juventude não é assim, a juventude que Deus criou é lutadora, guerreira, encara os desafios de frente, que transmite medo a quem a enfrenta. A própria bíblia nos diz – Jovem, coragem, pois vencestes o maligno – Nós jovens temos mesmo é que transmitir medo aos nossos líderes e principalmente às pessoas de mau coração, mas infelizmente estamos acabados. Se as famílias não estiverem fortes e dispostas a salvarem nossos jovens, o futuro de uma vida mais justa e cheia e Deus estará muito comprometido.
- O Carisma:
O início do Carisma foi cheio de dificuldades. Comecei a participar das reuniões num período que o grupo estava se firmando e estive presente nos dois primeiros anos na parte musical e foi complicado porque foi uma fase que se o grupo sobrevivesse, ele ganharia força caso não seria mais um a morrer antes de se firmar. E graças a Deus vencemos essa fase unidos. Passou o meu tempo e de alguns outros que começaram comigo veio um novo exercito para a batalha e acredito que o pessoal da minha geração hoje está sendo preparado para algo maior e os que estão lá trabalhando hoje, estão sendo preparados e afiados para grandes outras missões e isso é importante. Não que aqueles membros antigos deixaram de estar juntos, isso não, sempre estaremos ligados no mesmo coração e sempre ali pra dar apoio, pra ajudar, mas pode ter certeza de que vocês estão com a mesma força que nós estávamos. Acredito que o Senhor é renovador, Deus não pára, não estagna, o grupo de oração quando está estagnado, está acabando. O grupo precisa crescer e a gente só sabe quando o Espírito Santo está agindo a partir do momento que o grupo está crescendo.
Durante o tempo que eu estive lá, percebi que ele cresceu porque surgiu você, Uélton, surgiu seu ministério de música, novos pregadores, novas pessoas, novos coordenadores e então graças Deus houve essa renovação porque se não existisse isso, não existiria a cura no Espírito Santo.
Não é fácil fazer com o Espírito Santo aja no grupo, precisa ter muita oração, muito combate, precisa haver muita fidelidade na oração conjunta e cumplicidade entre os membros do grupo, e isso é o essencial. Quando um estiver triste, o outro vai saber agir, e essa foi sempre a nossa característica, pessoas muito amigas que estavam ali e assim deixávamos o Espírito Santo agir, quer dizer, havia uma cumplicidade muito grande com o Junio, Daliana, Fábio, Brow. Era uma coisa muito boa porque um grupo de oração precisa ser assim e creio eu, que passamos a bola pra frente dessa forma para as pessoas, que hoje estão à frente do Carisma – cumplicidade, conhecimento da vida uns dos outros, a gente sabe de onde veio e pra onde quer ir.
- O Musico:
Músico é muito sensível, de todos os ministérios, o da musica é o mais sensível deles. Primeiro porque o músico é o que vai a frente, o que mais arruma encrenca, os que mais falam e eu não fico atrás, porém conduzo meu ministério sempre com o seguinte pensamento de que sou a ponta da flecha. Quando se tem um coração pedrado a frente quem é o primeiro a bater nele? O músico, ou seja, na flecha que de amor que Deus manda para curar aquele coração nós músicos somos os primeiros a sofrer o baque da pedra. Os músicos precisam ter muita intimidade entre si, pois eles vão sofrer muito nas missões de cada dia e essa intimidade irá ajudar sempre. Eu procuro ter o máximo de intimidade com quem eu sirvo nas missões.
- O Jovem e a Igreja:
Dou os parabéns a vocês! É uma alegria saber que não deixaram o grupo morrer e estão o fazendo evoluir através do site, porque a juventude precisa ser atingida. A hora é agora! Não podemos deixar que a burocracia impeça nosso trabalho é criticar, denunciar, informar e formar novos jovens. Trabalhar numa coisa cheia de regras é muito complicado, é preciso trabalhar a juventude livre, é preciso ter força, ter apoio dos padres, é preciso por a cara a tapas, vestir a camisa, fazer algo diferente pra trabalhar a juventude e todos os grupos precisam fazer isso. Não há incentivo para os jovens, não há um chamado imediato para que participem do grupo, não há uma coisa que faça com que estejam lá e permaneçam.
Talvez estejamos errando desde tempo atrás, mas é preciso mudar. A mudança que eu digo é a estrutura de se trabalhar o jovem. Não dá pra ser como antes porque não funciona mais… E aí você pergunta: O que o jovem gosta mais? Onde encontrar o jovem? Como trazer um jovem a participar e estar presente nos nossos grupos?
Esse é o grande desafio, são as perguntas que ficam no ar sem resposta.
Eu acho que nossos padres precisam estar juntos conosco ativamente, porque se eles não nos apoiarem e não vestirem as nossas camisas, sozinho ninguém irá salvar nossa juventude. Haja visto que tantos movimentos da igreja estão morrendo, porque não trabalharam a juventude da maneira adequada.
A estrutura da Igreja hoje pra trabalhar o jovem é muito complicada e precisa melhorar, a ação precisa acontecer, mas de um modo diferente.
Durante muito tempo as casas foram construídas de barro, a junta era o barro, hoje são de cimento. Precisamos construir a vida do jovem de cimento e não de barro.
- A música na minha vida:
A música começou cedo, mas não tocando, isso veio muito tempo depois.
Sempre fui muito tocado pela música e não esqueço até hoje a primeira musica que tocou meu coração. Foi em 1989, quando ouvi “Astronauta de Mármore” e falei – Oh! Que música! – Eu tinha cinco anos de idade e depois daí não parou mais. O rock entrou na minha vida, e depois fui conhecendo a música popular brasileira, conhecendo músicas bem trabalhadas, raiz, música “importada” e fui me apaixonando até que em 1997 quando recebi meu chamado para ser de Deus recebi também o chamado a ser missionário Dele e então partir para a música mesmo sem saber tocar, mas, sabia que nela era meu lugar.
Comprei meu primeiro violão por trinta reais e a primeira musica que aprendi foi “Um novo caminho”, depois, Deus Trino, assim foi.
Hoje a música faz parte de mim. Não consigo fazer uma adoração tão bem sem violão do que com ele.
Admito que nunca fui um compositor, mas sempre quis ser e nunca consegui. Minha musicalidade sempre foi ligada à adoração. A musica é minha vida e é um tesouro que Deus me deu.
Lembro-me que sempre joguei futebol no gol e a partir do momento que comecei a tocar saí do gol e fui jogar na linha só pra não machucar a mão, porque era com ela que eu tocava. Passei a ter um zelo pela minha mão. Quando Deus nos dá o dom, é preciso cuidá-lo e multiplica-lo, não só na musica, mas em qualquer ministério.
- Música Católica e suas origens:
A musica católica precisa voltar a suas origens. Ela hoje se espelha numa musica que não é dela, uma fantasia. Eu digo que um músico precisa sofrer, se ele não sofrer também ele não vai saber cantar as dores do povo e muito menos as alegrias, pois depois da dor vem a alegria. Maioria das musicas compostas antigamente e algumas hoje, contam uma história de dor, ou uma história de adoração, ou de luta, de batalha. E essas musicas estão eternizadas em nossos corações, mas também se renovam a cada dia. Uma musica como “Restauração” sempre vai ser nova porque a cada dia uma pessoa precisa de restauração.
A música católica não precisa vender CD, ela tem que evangelizar. O musico católico tem que viver do trabalho dele e não subir em palco pra fazer show.
É muito bonito e tem um som muito bom, sei que todos gostam, mas hoje sou um crítico da banda Rosa de Saron porque deixou de lado sua origem e está aí compondo músicas que pregam uma ilusão. Falam de amor, mas não de um amor verdadeiro, porque amor verdadeiro é construído com dor.
- A dor e o amor:
– Ah… mas você está sendo muito dolorido… você está sendo muito baixo astral – Não.
Jesus percorreu um caminho de dor pra dar alegria a todos nós no nosso fim último que a ressurreição, curou pessoas que estavam passando pela dor por amor. Quando você se dispõe a amar, muitas coisas você terá de enfrentar. Pessoas vão te decepcionar, você vai sofrer e se deparar com seu “eu” pecador e mesmo assim terá que amar porque só o amor pode curar e com toda certeza se firme for ao amor ele irá curar a dor.
Somos pessoas muito machucadas. Crianças nascendo sem pai, sem mãe, sem família e já estão nascendo machucadas e rejeitadas.
- Uma musica em minha via:
Te louvo em verdade
- Um musico:
Martin Valverde e Eugênio Jorge e graças a Deus eu já tive a oportunidade de vê-los juntos cantando em um encerramento de Hallel e também em um breve momento em um show quando cantaram juntos a musica “Te louvo em verdade”.
- Uma mensagem:
“Se minha música não fizer algo em mim primeiro, de que me vale essa vontade de cantar”?
Ai traga esta frase pra sua vida. Se minha oração não fizer algo em mim mesmo, de que me vale essa vontade de rezar?
Se você não tem uma vida íntima com Deus, sua vida não tem valor. Todos devemos procurar isso. Ter uma intimidade com Deus pra ter vida.



Família Carisma a entrevista ficou muito boa…
Um grande abraço…
Ah eu amo vcs…
muito bonito cleber
continue na caminhada e familia carisma, vamos sempre lembrar deste irmão tão abençoado que temos. Beijos